Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2005

Curiosidades da Toponímia Flaviense

O Deus Baco ou Dionísios ou simplesmente os deuses do vinho ou do “binho” à nossa maneira, ou ainda mais simplesmente o apenas “binho” (sem deuses à mistura) sempre foram fonte inspiradora de poetas e artistas. Quando o “binho” é bom e a rua é estreita (betesga) para amparar quem o bebe inspira qualquer um. Pelos vistos o Sr. Artur Rogério Freire, inspirado pelas coisas do “binho” (ou sabe-se lá porquê) chamou à sua Taberna, a “Taberna do Olho do Cú”, cujo acesso era feito pela betesga.

A Taberna Olho do Cú já não existe. A betesga ainda existe e curiosamente herdou o nome da taberna, pois chama-se simplesmente “Betesga do Olho” do cú, digo eu.

Eis a foto da curiosa e dita betesga


betesga.JPG



E já agora o topónimo da betesga, conforme consta na Toponímia Flaviense de autoria de Firmino Aires, publicada em livro pela CMC em 1990


“BETESGA DO OLHO

- Zona: Centro
- Limites: Começa na Rua Coronel Bento Roma e acaba na Rua Cândido dos Reis ou Rua do Olival/Rua das Amoreiras.

Existia ali uma taberna conhecida pela Taberna do Olho do Cú, que costumava ter sempre vinho apreciado pelos bebedores.

Deu-se o citado nome como lembrança para os vindouros daquela patusca taberna, lá existente. Era propriedade de Artur Rogério Freire, onde vendia o bom vinho da sua quinta do Pedrete, em Casas dos Montes.”

publicado por Fer.Ribeiro às 00:56
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4 comentários:
De Rui Leonardo a 8 de Fevereiro de 2005 às 22:01
Ou isso !


De FR a 8 de Fevereiro de 2005 às 21:52
Rui, lamento mas a história é ao contrário. O tiro saiu de dentro e quem morreu foi o rapaz.


De Rui Leonardo a 8 de Fevereiro de 2005 às 18:45
É verdade, foi mais que falado na cidade, quando um "amante desfeiteado baleou a amada, desferindo-lhe, da rua, um tiro de caçadeira, que acabou por atingir a desditosa rapariga que no momento se encontrava pela parte de dentro precisamente no caminho do disparo assasino".
Foi assim, segundo me lembro, que a acusação da altura, descreveu o acontecimento (eu, tal como muitos outros, faltávamos ás aulas para ir assistir ao julgamento).
As pessoas faziam bicha para entrar na sala de audiências e as mulheres dividiam-se entre as que acusavam a vitíma mortal de "puta" e as que defendiam que o assasino era um doidivanas possuido pelo diabo.
Abraços


De humberto serra a 8 de Fevereiro de 2005 às 15:43
Não cheguei a conhecer o tal "santuário", com muita pena, porque não "gosto" nada do tal nectar. Mas já não me lembrava dessa travessa com o "tal" nome.Nesse local existia uma casa verde de rés-do-chão, com porta ao meio, e uma janela de cada lado, que por volta de 1976 quando regressei de Moçambique foi palco de uma estória que acabou aos tiros, alguem se recorda disso?


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