Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2005

Entróido de Verin

cimarrons.JPG

Carnaval ou entrudo, em Chaves, não há tradição de tal. Então agarramos na miudagem e toca a ir até aos nossos visinhos galegos de Verin, como que a retribuir a visita deles à nossa feira dos Santos, embora a retribuição, propriamente dita, seja feita no Lázaro.

É sempre interessante ver os seus "caretos" tipicamente galegos (os Cimarrons - acho que é assim que se escreve) conhecer um pouca da sua tradição e ver a alegria do entrudo espalhada pela avenida principal de Verin. Até p'ró ano!

publicado por Fer.Ribeiro às 22:48
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Curiosidades da Toponímia Flaviense

O Deus Baco ou Dionísios ou simplesmente os deuses do vinho ou do “binho” à nossa maneira, ou ainda mais simplesmente o apenas “binho” (sem deuses à mistura) sempre foram fonte inspiradora de poetas e artistas. Quando o “binho” é bom e a rua é estreita (betesga) para amparar quem o bebe inspira qualquer um. Pelos vistos o Sr. Artur Rogério Freire, inspirado pelas coisas do “binho” (ou sabe-se lá porquê) chamou à sua Taberna, a “Taberna do Olho do Cú”, cujo acesso era feito pela betesga.

A Taberna Olho do Cú já não existe. A betesga ainda existe e curiosamente herdou o nome da taberna, pois chama-se simplesmente “Betesga do Olho” do cú, digo eu.

Eis a foto da curiosa e dita betesga


betesga.JPG



E já agora o topónimo da betesga, conforme consta na Toponímia Flaviense de autoria de Firmino Aires, publicada em livro pela CMC em 1990


“BETESGA DO OLHO

- Zona: Centro
- Limites: Começa na Rua Coronel Bento Roma e acaba na Rua Cândido dos Reis ou Rua do Olival/Rua das Amoreiras.

Existia ali uma taberna conhecida pela Taberna do Olho do Cú, que costumava ter sempre vinho apreciado pelos bebedores.

Deu-se o citado nome como lembrança para os vindouros daquela patusca taberna, lá existente. Era propriedade de Artur Rogério Freire, onde vendia o bom vinho da sua quinta do Pedrete, em Casas dos Montes.”

publicado por Fer.Ribeiro às 00:56
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2005

Chaves - Caldas

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caldas.JPG

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Chaves, 29 de Agosto de 1987

Os habituais quinze dias terapêuticos a ingerir linfas cálidas. Sou médico, mas acredito mais na natureza do que na ciência. E tenho inscrições votivas em todas as fontes de Portugal.

“In Diário XV” de Miguel Torga

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Era assim que Miguel Torga se referia às águas das nossas caldas. Nós, flavienses, também sempre as tivemos como referência, principalmente depois de uma boa jantarada com uns copitos bem bebidos. Chega para lá estarmos “caidinhos”, todos aos magotes, a beber as tais ditas linfas cálidas.

Pela certa que o saudoso Miguel Torga (ou o Adolfo Rocha – Médico) também aprovaria este ritual.


publicado por Fer.Ribeiro às 21:37
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2005

Chaves - Centro Histórico - Gravura da Praça da República

p-republica-grav.JPG

TOPÓNIMO

Praça da REPÚBLICA

- Zona: Centro
- Limites: Compreendida entre a Rua de Santa Maria, Praça de Camões e Rua Direita.
É conhecida também como Largo do Pelourinho.

Teve nome realengo, havendo caído em desgraça após a implantação da República. Como muitas vezes acontece, os heróis de ontem podem ser os traidores de hoje, caindo em menosprezo. Vae Victis! - assim diziam os romanos.

Este lugar foi e continua a ser o ponto onde se encontra e redivide todo um passado histórico de Chaves, desde tempos longínquos.
Aqui viveram populações romanas durante séculos. Aqui se comemoram actos religiosos e se viveram horas de opróbrio. Foi também cemitério medieval e praça (mercado).
Desde tempos imemoriais foram ali os Paços do Concelho.

“Os Paços do Concelho eram, desde tempos muito antigos, situados no pequeno largo contíguo à Igreja Matriz. O modesto edifício compunha-se de rés do chão e um andar, tudo de aspecto pobre e de acanhadas dimensões. Do lado do Norte confinava com a Rua Direita e aí tinha um pequeno torreão no qual estava instalado o velho relógio da vila. Do lado Sul confinava com uma casa particular, que em 1858 pertencia ao marechal de campo reformado Agostinho Luís Alves.
Em frente dos Paços do Concelho, limitando a pequena praça em que também se erguia o pelourinho da vila, havia uma arcada de três arcos, formando um abrigo, com um banco de pedra, destinado às pessoas que tivessem de esperar despachos da Câmara ou do Tribunal da Comarca, também no edifício instalado.

A Câmara, para melhorar estas instalações julgou conveniente juntar ao edifício dos Paços do Concelho a casa acima referida e com ele confinante do lado Sul...

Com efeito, da acta de sessão camarária de 22 de Outubro de 1858 consta o seguinte:

O Presidente fez saber à Câmara a grande necessidade de alargar os Paços do Concelho... Por todas as razões propunha à Câmara a aquisição da casa do marechal de campo reformado Agostinho Luís Alves... sendo unanimemente aprovada...

A compra desta casa não remediou porém a deficiência de compartimentos para as instalações do município. ... Mas o tenente de engenheiros José Correia Teles Pamplona, em serviço na guarnição, a quem a Câmara pedira o estudo dessas obras, informou que elas não podiam importar em menos de oito contos de reis e que ainda assim a casa não ficaria com as comodidades necessárias para todas as repartições, como a Câmara pretendia. A Câmara em vista disso resolveu desistir dessas obras.
(Carvalho, Gen. Ribeiro de - Chaves Antiga, 109/110).

Nesse mesmo ano de 1861, no mês de Julho, a Câmara foi transferida para o palacete do Largo Principal, pertencente ao morgado de Vilar de Perdizes - António de Sousa Pereira Coutinho, o que havia sido comprado por 2.600:000 reis.

Pelo Almanaque O COMÉRCUIO DE CHAVES de 1937, viemos a saber que o último nome foi PRAÇA D. CARLOS I. Por proposta do Dr. António Joaquim Granjo, Presidente da Câmara, passou a designar-se Praça da República, deixando de se chamar Praça de Dom Carlos.
(Acta Municipal de 13-10-1910).


In Toponímia Flaviense, Firmino Aires, CMC 1990

publicado por Fer.Ribeiro às 15:46
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Chaves - Carnaval

carnaval2.JPG

Ó prá cidade hoje às 15 horas. De um momento para o outro ficou assim, cheia, cheia de gente a ver gente pequena a passar. É carnaval.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:16
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2005

Chaves - Centro Histórico ** Anoitecer na Ponte Romana

romana-bl.JPG

Na romântica hora das despedidas, do até amanhã, a ponte e as águas calmas do rio marcam presença obrigatória. É sempre um encanto ver este recanto a qualquer hora do dia. Mas há horas em que o recanto tem mais poesia.

publicado por Fer.Ribeiro às 23:47
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O Guardião do Castelo (de Montalegre)

Digitalizar0001.JPG
Para o Zé e a Laurinda que andam lá fora a lutar pela vida, hoje fica uma foto do guardião do Vosso castelo de Montalegre com beijinhos (e parabéns) da terrinha.

Para os que chegaram a este blog à procura de Chaves, informo que Montalegre fica aqui ao lado.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:47
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2005

Chaves - Centro Histórico ** Edifício

Carlton-bl.JPG

Eis mais uma, não muito antiga, mas curiosa. É um edifício com alguma história e com muitas estórias. Dizem que até funcionou aí uma discoteca, das antigas (claro) daquelas em que se punha o gira-discos a tocar, fechava-se a porta e pronto... havia baile, com entrada reservada, claro está.

publicado por Fer.Ribeiro às 01:35
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2005

O Duque

duque.JPG

Eis o guardião da praça.
Nada a propósito, por sinal, se é Praça de Camões, era mais lógico que em vez do duque estivesse lá o Camões, ainda para mais, que segundo o Saraiva, tem descendentes em Vilar de Nantes. Mas está bem. Não me importo que o Duque esteja à frente da Câmara. Com aquela espada, sempre mete respeito.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:51
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